Istambul
Em Istambul, os pontos de interesse são diversos. São precisos vários dias se quiser ver bem os principais.
Alguns especiais:
– Mesquita Azul ou Mesquita do Sultão Ahmet I.
Aberta à visitação, desde que o turista esteja devidamente vestido (leia-se: mulheres com os cabelos cobertos por um lenço não transparente, ombros cobertos, saia longa ou calça, homens de calça e todos sem sapatos). Mas, se você esquecer e chegar despreparado, eles emprestam na porta um lenço para que as mulheres e homens se cubram devidamente e entrem.
Na minha opinião, esta questão da vestimenta é mais que um detalhe importante na cultura muçulmana, é uma questão de respeito. Não digo que você terá que andar de burca por lá, mas também não precisamos aparecer por lá com micro shorts.
A mesquita é linda! Grande! Com um tapete vermelho, florido e um lustre enorme! Vale a pena a visita!
Curiosidade: observe que em um canto há uma área reservada para as mulheres orarem, separadas dos homens. É a cultura, pessoal. Temos que respeitar.
– Hagia Sofia ou Basílica de Santa Sofia
Outro edifício muito imponente. Em estilo bizantino, já foi igreja, já foi mesquita, hoje é um museu, aberto à visitação.
Nela você pode ver colunas de mármore, porta de bronze, mosaicos, pinturas e muitos outros detalhes que a torna muito especial e única.
Como não é mais uma mesquita, não há regra para as vestimentas como na Mesquita Azul. Vale só o bom senso mesmo.
– Hipódromo de Constantinopla
Aqui se concentrava a vida social de Constantinopla, a capital do Império Bizantino. Na época, centro de esportes, desfiles, etc, e hoje somente uma praça, em frente à Mesquita Azul até Santa Sofia, mas com alguns monumentos significativos.
Na praça podem ser vistos: um obelisco vindo do Templo de Luxor, no Egito; um obelisco construído por Constantino VII, que era feito de blocos, originalmente cobertos por placas de bronze que não existem mais; a Coluna Serpentina, trazida do Templo de Apolo, na Grécia; e a Fonte Alemã, que foi construída pela Alemanha para comemorar a visita do Imperador Alemão a Istambul.
Vale a pena passear por lá!
– Palácio de Topkapi
É um complexo de edifícios, composto por grandes pátios, jardins, harém e um museu dos tesouros dos sultões e do islamismo, além de ter uma vista incrível do Bósforo.
Aqui também vale lembrar que na área dos tesouros do islamismo não é permitido às mulheres entrar sem o lenço e, novamente, há na porta alguns para serem emprestados.
Tudo é muito grandioso, como é de se esperar para um palácio, mas ainda é mais especial pela história que carrega. Há um áudioguia e recomendo, pois há muito o que explorar e tudo muito significativo.
– Cisterna da Basílica ou Yerebatan Saray
Essa cisterna não funciona mais, apesar de ainda possuir alguma água. Está aberta à visitação e foi cenário do filme “Inferno”, com Tom Hanks.
Ligada diretamente ao Palácio Topkapi, ela fazia o abastecimento dele, segundo nos contaram por lá, para evitar contaminação ou envenenamento. O Palácio recebia apenas a água de cisterna e não corria o risco de ser manipulada no caminho, ficando, então, os nobres, protegidos.
Possui iluminação, mas pouca, e ainda possui água, deixando uma sensação mais interessante.
– O Bósforo e o lado asiático
O Estreito de Bósforo tem uma função geopolítica muito importante, ele não só separa a parte ocidental da parte oriental da cidade, mas separa a Europa da Ásia!
A maioria das atrações turísticas está na parte ocidental, na Europa. Por isso é a mais movimentada e onde mais pessoas falam inglês.
Mas a parte oriental também tem seus atrativos. Lá se encontra o estádio de futebol do Fenerbahçe, por exemplo. Nessa região nós tivemos alguma dificuldade com a língua, pois não encontrávamos a entrada do museu e nem quem falasse, minimamente, o inglês para nos informar, nem mesmo na loja oficial do Fenerbahçe, nas dependências do estádio. “Como não somos quadrados”, rodamos por ali uns minutos e encontramos um passante que sabia dar a informação. O museu é interessante, com as camisas dos jogadores (inclusive jogador brasileiro), bolas e, principalmente, troféus do time.
Para irmos ao lado asiático, pegamos um Ferry no porto Eminönü. Lá há máquinas para comprarmos o ticket. Esse é o transporte público, utilizado por quem precisa apenas atravessar o estreito, mas nos serviu como passeio, pois a vista é linda!
Se estiver com tempo disponível e animar ficar “navegando” por mais tempo, há também passeios guiados pelo Bósforo, com um preço mais alto, claro, mas que nos disseram que vale muito à pena.
– Ponte de Gálata
Aqui é onde se pode ver o Bósforo desaguando no Mar de Mármara. Esta ponte tem quase 500 metros de comprimento e une duas partes europeias de Istambul. Pode ser atravessada de carro e a pé e possui uma linda vista da cidade e para o pôr-do-sol.
Na parte inferior da ponte, há inúmeros bares e restaurantes, onde se pode ficar em sofás com uma vista muito gostosa! Fomos no verão, o clima quente nos convidava a tomar cervejas, boas, a propósito. Em quase todas as mesas, além da cerveja, as pessoas fumavam o narguilê.
– Torre de Gálata
Localizada na parte alta da cidade, a Torre de Gálata é uma torre medieval, com pouco mais de 60 metros de altura e de lá se tem uma vista 360° da cidade, maravilhosa! Sem dúvida, é a melhor vista da cidade!
Não há o que se ver na torre, em si, mas a vista da cidade vale o tempinho que se perde na fila. No topo há um café/restaurante com jantar e show de dança turca à noite.
A subida é paga, mas é feita com ajuda de um elevador, o que torna o passeio muito tranquilo.
– Bazar Egípcio (ou Bazar das Especiarias)
Se você vai à Turquia, muito provavelmente já ouviu falar nos bazares e, com certeza, tem interesse de, ao menos, conhecer.
Eu não sou das compras, mas não costumamos perder uma visita a um mercado, principalmente quando o lugar é frequentado não só pelos turistas, mas também pelos locais para sua compras diárias.
Dada a relevância dos Bazares na Turquia, fomos a este o nos encantamos. Não são só especiarias, também há carne seca, doces, lenços e diversos presentes/recordações.
São aproximadamente 100 lojas.
Detalhe: em todos os comércios se espera a barganha mas, nos bazares, ela é quase obrigatória. Nunca há um “estou só olhando”. Os vendedores já querem saber quanto você deseja pagar pelo produto e vão insistindo com você para que cheguem em um valor e a venda ocorra. Não costumo gostar de abordagens tão incisivas, mas confesso que lá isso não me incomodou. Na verdade eles tem um limite, não saem te perseguindo pelos corredores. Se você não te interesse, é só não ficar olhando muito tempo ou perguntando o preço das coisas.
– Grande Bazar
Outro lugar imperdível em Istambul! Bem maior do que o Bazar de Especiarias, aliás, um dos maiores mercados do mundo! Frequentado por turistas e locais, o Bazar é bonito de se ver e bom para se fazer aquelas compras de produtos típicos.
Em suas 64 ruas, com mais de 3600 lojas, se vê de quase tudo, de comidas a roupas, artigos para decoração, etc…
Pela sua grandiosidade, no sentido de tamanho e no sentido de variedade, é impossível se ver todas as lojas e também é impossível não se interessar por nada. A barganha aqui também é livre e esperada.
